Emboscada também existe dentro de casa
Já me perguntei muitas
vezes até que ponto vale a pena deixar suas vontades de lado em prol do
"bem estar" com uma pessoa que você ama. E não digo só de amizade,
namorado ou ficante. Falo como um todo e todos os tipos de relações, mas hoje
quero dar mais ênfase à relação com a família,
Estamos o tempo
todo lidando com mentes, mentes compatíveis ou não com o no nosso modo de ver a
vida. Só que às vezes percebo (por experiência própria) que confundimos quando
chega a hora de "agradar" alguém. Muitas das vezes somos vítimas e
entramos numa o que eu chamo de "queda emocional" - o que pra mim é
como quando você diz que tem queda por homens de olhos verdes rsrs é um
exemplo. - Defino como queda emocional como, por exemplo, o que sinto quando se
trata da minha família (incluindo pai mãe e irmão, já que não sou casada e
convivo com eles relativamente). Essa queda muitas das vezes nos faz seguir
caminhos não muito desejáveis. Não muito combinável com a nossa essência,
deixando de lado nossos sonhos, vendo os anos passar tentando ser o que não
somos. Tudo isso porque temos essa queda por eles, queremos ser para eles
motivo de orgulho, somos instintivamente inclinados a querer dar a nossa
família satisfação emocional e pessoal. É ai que muitos perdem sua identidade.
Vou dar dois exemplos
clássicos: quando seu pai espera que você seja o que para ele é um "macho
alfa" e na verdade você sente atração por outros homens e por medo acaba
assumindo uma postura que não lhe pertence, sofrendo por dentro por isso ou até
mesmo quando um filho deixa de estudar algo que o pai acha banal e acaba
exercendo outra profissão para agradar as expectativas dos mesmos que abusam da
manipulação emocional. Os pais sabem muito bem o poder emocional que exercem em
cima dos filhos, é uma pena que na escola isso não é nos é ensinado.
Eu acho que deveria ter orientação para os alunos na escola de como saber ser
filho e saber quando os pais deixam de serem pais e sabendo lidar com isso,
como um apoio psicológico, por exemplo, sendo um extra na grade escolar.
Saberíamos principalmente quando já adolescentes como identificar quando eles
passam a ser comandante e construtor de nossos próprios destinos, já que quando
somos jovens somos altamente manipuláveis, até por que os consideramos meio que
sábios por sem mais velhos e não temos outra base de apoio a não serem os
próprios pais.
Sei que este tema sobre
como lidar com o querer do outro sobre o que devemos ou não ser ou fazer é
muito discutido e está batido o que não torna meu texto nada original. Mas quero
insistir neste assunto, pois é algo que me bloqueou por anos, eu disse ANOS,
preciosos anos.
Claro que isso se deve a
minha bagagem que tenho tido que carregar graças a minha vida familiar
conturbada.
A questão até que ponto
vale a pena conviver com as diferenças quando já se tem maioridade? Quando que
devemos excluir pessoas do nosso convívio, ainda que sejam pessoas que amamos,
ou “devemos amar”?
Na verdade eu acho que tem que ter um equilíbrio entre até onde você vai deixar
a vontade do outro mandar em você.
Acredito que até o ponto
em que as vontades delas se tornam uma emboscada em sua vida, quando você se vê
em enclausura, se limitando, se reprimindo, deixando de poder ser você mesmo
por conta de vontade alheias e mentes manipuladoras e extremamente egoístas. A
verdade dói, muitas vezes é difícil, principalmente quando essa pessoa é alguém
que você ama, como um pai controlador, uma mãe autoritária e que se utiliza do
seu poder emocional sobre nós, um irmão que exige de você "responsabilidade",
"maturidade" ou "equilíbrio emocional" já que você é
"o mais velho", são apenas exemplos que citei. Se te faz mal, se te
limita a ponto de te impedir de se expressar como individuo e realizar o seu
propósito de existência, pois eu acredito que não estamos aqui apenas para
comer, dormir, estudar e trabalhar. Acho que o melhor é se afastar, se mudar,
não acho que isso necessariamente seja algo que tenha que se bloquear
totalmente da pessoa em questão, é possível ter um relacionamento saudável com
pai e mãe, irmãos e parentes com “oi, tudo bem”. Daí você me pergunta: “então
eu vou viver dizendo apenas oi e tchau?”. “Fazer média com as pessoas só porque
são meus parentes?”.
Não sei o que é certo na
sua vida, estou falando o que está funcionando para mim, ressaltando que no meu
caso que não penso nada parecido e muito menos sou conivente com o estilo de
vida e escolhas que meus pais têm para a vida deles, não temos uma boa relação
para ser franca. Acredito que tudo tem um porque, semelhante atrai semelhante,
não nascemos por acaso em uma determinada família, deve ter um propósito
acredito, há alguma missão pra você com relação a eles ou vice e versa, mas o
tempo vai te mostrar qual deles vai precisar de você e o que vai aprender com
cada um, na hora certa.
Mas uma coisa eu percebi
recentemente que é necessário se afastar, não dividir o mesmo teto se
necessário, muitas relações familiares são salvas assim. ∎
Vou indo ao
som de “Norah Jones - Take It Back” ela que está me fazendo cia nesta noite...
Amo demais ✫♫ ✌❥
Fico por aqui com esta
minha reflexão, o que você achou? Quer acrescentar, discorda de algo que eu
disse? Deixe sua opinião aí em baixo.